A imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos, em agosto de 2025, provocou um movimento imediato de reorganização no comércio internacional de frutas e derivados. Diante de custos mais altos para o importador norte-americano, de preços internacionais moderados e do aumento da concorrência, as cadeias exportadoras reagiram com agilidade para preservar contratos e manter espaço nos mercados externos. A manga brasileira foi o destaque positivo do período: mesmo com a sobretaxa de 50%, o país ampliou os embarques aos EUA e à Europa, sustentados pela saída antecipada do México, pela excelente qualidade da fruta brasileira e pelo calor recorde do verão europeu. Já a uva brasileira sentiu mais o impacto da sobretaxa, com queda drástica nos embarques aos Estados Unidos e redirecionamento parcial de volumes para Argentina e Europa. O redirecionamento ajudou a equilibrar a oferta, mas não compensou a perda de receita e de competitividade frente aos principais concorrentes. No caso do suco de laranja, o cenário foi oposto: a isenção da sobretaxa de 40% garantiu a liderança brasileira no mercado norte-americano. Em contrapartida, os derivados cítricos – como óleos essenciais e farelo de polpa – continuam sobretaxados em 50% nas exportações aos EUA, acumulando quedas expressivas de receita.

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